Bem vindo Malaca!

O gosto pela montanha é algo que, tal como num bom vinho, se adquire, se saboreia e que amadurece com o tempo. E nesta colheita de apoios que o Inverno Perfeito tem vindo a realizar surge um que tem tudo a ver com o nosso espírito: arriscar, acreditar e colocar mãos à obra. É por isso que damos as boas vindas aos vinhos Malaca, uma marca Algarvia que tem dado cartas nas melhores mesas por esse país fora. Plantados sob as encostas da Serra de Monchique, os 9 hectares de vinha que dão origem ao Malaca têm apenas 5 anos – mas entretanto já ganharam vários prémios e, acima de tudo, a confiança dos apreciadores. É que a sabedoria de gerações de vinicultores que deram origem à Quinta de Malaca faz-se sentir num vinho de qualidade superior.

Que melhor imagem para um serão de Inverno do que um grande nevão a cair lá fora e um copo de Malaca tinto na mão, a antecipar o powder fresco do dia seguinte?

Malaca Tinto 2012 prova

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Começando pelo fim – MG Snowtrip

O que têm em comum o Tirol e os Alpes Franceses? Ambos fazem parte do roteiro do Inverno Perfeito.

Mesmo ainda não tendo metido o pé na estrada, já sei onde vai terminar esta viagem. Depois dos 3 meses a explorar o Tirol em modo solitaire, a caravana arranca no final de Março em direcção ao domínio de Vars-Risoul para desaguar na MG Snowtrip. Esta não é aquela snowtrip de pacote onde a agência marca hotel e envia os participantes para despachar cartuchos de turistas. A diferença aqui é que os organizadores estão dentro da viagem, fazem o roteiro, a festa e as pistas, e vivem o espírito com o grupo todo em formato família.

Se viajar sozinho é bom, em grupo também tem a sua piada. Basta escolher a companhia certa.

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O bom pastor

Se no Inverno a cor que domina as encostas do Zillertal é o branco, durante a quase totalidade o que resta do ano é o verde que nos enche a vista. A mão humana tem a sua influência nesta paisagem, mas não é numa monótona e falsa floresta do eucalipto como noutras paragens mais a Sul, que tu e eu conhecemos bem. Aqui parece haver uma verdadeira harmonia entre a terra e o que os homens fazem dela, de verão e de Inverno. Florestas a sério, selvagens, bonitas que dói, criando uma mancha que se não é intocada, é tão bem gerida que assim parece. É o tal do sustentável, dizem.

Da mesma forma,  o uso das vertentes no Inverno e no Verão não podia contrastar mais. Entre os riders, snowboarders, skiers, e tantos outros estrangeirismos que definem aqueles que, como eu, se dedicam a deixar a gravidade puxá-los encostas abaixo sobre a neve e com os pés agarrados a uma ou duas tábuas, e os homens da montanha que 8 meses por ano percorrem a pé e na companhia das vacas, cabras e ovelhas os trilhos que levam os pastos alpinos, a diferença é óbvia. Dou por mim a considerar que se os utilizadores das encostas para lazer e diversão (ou qualquer propósito mais esotérico, vá, mas no fim é sempre aquela coisa hedonista) são como os surfistas nas nossas praias, os pastores e agricultores dos Alpes serão como os pescadores da nossa costa. Neste caso e tal como imagino que seja nos Alpes, a relação nem sempre é pacífica, mas convivemos no mesmo meio e partilhamos o mesmo gosto pelo mar. Da mesma forma, as práticas de lazer no Oceano trazem o turismo e veja-se o resultado nalgumas partes do Algarve. Já nos Alpes temos os mesmos maus exemplos, mas se há uma razão para vir para o Tirol em vez de regiões aparentemente mais em conta é aquela que falava acima: aqui respeita-se a terra. E cabe ao turista ou viajante aprender com os costumes locais – se o kitsch é evidente, pois que raio, qual é o mal? A resposta será que, se calhar, quem está mal é quem se ri dos calções de cabedal e das mangas com folhos. A soberbazinha urbana aqui só resiste se fecharmos os olhos à relação íntima dos Tiroleses com o seu território.

Para exemplificar, fica este video, filmado em Mayrhofen que alberga uma estância do mais radical que há, casa do Vans Penken Park e do festival Snowbombing. É que mais radical ainda é o festival Almabtrieb.

Esta festival celebra o momento em que, tal como nas nossas serras cá do burgo, os pastores trazem o gado até ao vale no final do Verão, de modo a passarem o Inverno nas zonas menos agrestes e mais protegidas. A transumância pode assim na Áustria atingir o número impressionante de 500.000 (!) cabeças de gado a circular montanha abaixo, numa festa que comemora mais uma mudança de estação. Se achas que descer as pistas pretas com neve fofa é muito à frente, experimenta primeiro subir e depois descer a pé, com milhares de vacas, desde os confins dos alpes até ao vale. Respeito.

A Pipeline junta-se à aventura!

A cada dia que passa esta viagem vai ganhando mais força. E quando uma marca de referência como a Pipeline Surf & Snow Shop aceita o desafio de participar no Inverno Perfeito, é um bom augúrio para o que aí vem. Quando zarpar em Janeiro à descoberta dos Alpes Austríacos levo comigo as boas energias de quem apoia e acredita que existe vida além do trilho mais batido.

Como dizem lá nas Américas: support your local shop!

Thank you Pipeline!!

logo pipe surfshop

Alpine essence

If the Matterhorn summit chocolate-esque shape is possibly the first thing that springs to mind when you think of the Alps, the next is without question the quiet valleys of Tirol in Austria. This corridor that separates Germany from Italy is nowadays a popular tourist destination for the average ski fan but there is much more to be learned and experienced in this fantastic corner of the Earth.

Its first human settlements in the valleys date back to the end of the last glacier period, around 12,000 BC. In fact, ancient humans were already crossing the highest Alpine passes 5000 years ago, as testified by the Ötzi discovery in 1991. After going through Roman, Goth, Austro-Hungarian, German, Italian and even a recent French occupation (after WWII) it was finally re-established as Austrian in 1955.

The snowy peaks around the Ziller Valley are among the main attractions in Tirol. A railway built in 1902, running between Jenbach and Mayrhofen and still in operation, opened a region previously relying on agriculture and mining to commerce and tourism.

(all pics by João Saraiva)

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Initially passionate about climbing, visitors shifted gradually into ski enthusiasts with the opening of the Gerlosstein ski area (today the Zillertal Arena) in 1953 and the Mayrhofner Penkenbahn lift in 1954.

The region offers many options for nature aficionados, both in summer and winter. Hiking trails are well marked and spread throughout the peaks and the valley and are an excellent option if you really want to get immersed in the mountain spirit during the warmer months.

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But don’t get carried away: the numerous cows that you’ll eventually bump into while you walk around in the trails will remind you that you are a tourist, and the real mountain people here are the local farmers that have been living in harmony and caring for this beautiful landscape for centuries. It is still this respect for the land that prevents the Zillertal from the disfiguration of mass tourism that one can find in certain areas of the French Alps, for example.

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The Hintertuxer glacier on the southern end of the Ziller valley offers skiing year round (the only one in Austria and one of two in the world doing so – the other is Zermatt in Switzerland) and it can really be an experience. At certain points the ice is over 120 meters thick, and the glacier moves so much that the lifts going to the top have to be relocated several times a year to keep vertical.

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An interesting visit to a natural crevasse (the Nature Eis Palast) can be performed right at the top of the glacier – but it is however kind of eerie to think about similar death traps spread around the face of the glacier. If you don’t know what you’re doing, don’t ski in glacier terrain.

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Oh, and the food, the food! So much to write about!

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Despite the fantastic mountain landscape in the summer, it is winter that draws me here. And that will be reserved for future posts…